A ideia original era esquecer esse modelo burguês e liberal de representação indireta, com parlamentares eleitos e Congresso, que de fato nunca nos representou direito. No lugar, instaurou-se um modelo no qual sindicatos e organizações sociais formariam um feixe (FASCIO, em italiano) de representantes que falariam direto com o líder, o duce, sem intermediários.

Para compreender melhor o que é Fascismo, lembrem-se do modelo que Maduro anunciou há quatro anos, com a tal Constituinte formada só por representantes dos sindicatos e organizações bolivarianas, sem parlamentares. Um pouco antes, o PT apresentou o conceito de “democracia liquida”, com as tais representações sociais que Dilma tentou empinar por aqui. Observem, ainda, as falas radicais  de Olavo e de olavetes como o 02 e o 03.

No caso de Bolsonaro, especificamente, ele nunca chegou a se posicionar pelo fascismo. Nem o modelo clássico, nem o “líquido”, nem outra proposta esdrúxula. Então como conceituar Bolsonaro?

Ora, ora, ele segue o modelo populista, tal qual Lula. Ou, se preferirem um conceito mais pós-moderno, o PR 01 busca escancaradamente o “messianismo político”.