Sou da velha escola dos sonhadores, de Sócrates e Platão, que interpretam o mundo como ideia, como deveria ser, a mesma escola de Agostinho, de Bento e Francisco, dos Iluministas, de Hegel, de Voltaire, de libertários como Proudhon, Tolstoi e, mais recentemente, de Heiddeger e de Hannah Arendt, esta, minha predileta. Enfim, a escola que busca encontrar o Espírito do Ser e interpretar a História dentro da dimensão humana — ou humanista–, e que se contrapõe aos pensadores dos sentidos, do mundo como ele é, o mundo material, Aristóteles, Aquino, Maquiavel, Marx, etc.

Tenho alergia ao maniqueísmo rasteiro e vulgar. Amo a  circularidade nas análises e busco compreender a conjuntura com máxima visão crítica. Nem sempre consigo, confesso. Por vezes acho que sou bem sucedido.

Afinal, de que lado estou?

Ora, do lado dos meus fundamentos. Mas sempre a observar as circunstâncias e opções que o mundo nos oferece.

É simples assim!