Por Hugo Studart
Há mistérios que podem ser revelados. Como as letras negras de um texto, ou as árvores de uma mata. Há mistérios que precisam ficar ocultos. Como os espaços brancos entre as letras, as entrelinhas, o dito que não foi falado, as sombras da floresta. São necessários esses mistérios. Não pode haver tudo preto (o revelado), ou tudo branco (o mistério). Senão o revelado não teria sentido. O fundamental é conseguirmos fluir com essa questão e aceitar que parte da Vida nunca conseguiremos controlar. Muito menos entender.
(Observações que emergem do diálogo espiritual com minha prima Gladis G’nata Studart).