Boa notícia sobre meu primo Ênio Studart, o médico infectologista e pneumologista que está preso na penitenciária de Benfica, Rio de Janeiro, acusado de ter puxado a arma para o paciente com Covid que se recusou a usar máscara durante a consulta:

1) Acabaram de encontrar os registros e documentos das duas armas que estavam em seu carro, informa sua mãe Lelia.

2) Ele disse ao advogado que não estava armado no consultório, que as armas estavam dentro do carro, no 4o subsolo da garagem. Pois mais tarde iria treinar no Clube de Tiro, onde pratica o esporte. Mas que de fato perdeu a cabeça diante do paciente irresponsável.

3) O advogado está tentando um habeas corpus para hoje, sábado. Contudo, enfrenta a dificuldade do isolamento por causa da Covid. O mais provável é que Eninho, como sempre o tratamos, permaneça preso por todo final de semana, pelo menos, aguardando a audiência com o juiz. O advogado vai tentar audiência para segunda-feira.

4) As pessoas mais próximas estão a relatar histórias comoventes sobre sua paixão de 40 anos pela Medicina.

Gladis G’nata Studart, mãe de sua filha Victoria Studart, contou que recolhia mendigos com Aids para pesquisar e tratar no Hospital de Infectologia do Caju. Ele queria descobrir uma cura para o HIV.

E que, nos finais de semana, muitas vezes ela e a filha ficaram esperando dentro do carro, no estacionamento do hospital, enquanto ele visitava os pacientes. Ao reclamar, ele respondia:

“Eu gosto é de curar”.

Ela também reclamava das roupas rotas que usava, da pasta velha, que ia à padaria com a camiseta furada com que dormia, e ele respondia:

“Eu gosto é de curar pessoas”.

Sua mãe Lélia relata que o Hospital do Caju era sua grande paixão, mas que acabou cercado pelas favelas e foi fechado. Hoje ele pesquisa e atende no Hospital dos Servidores.

Torcendo por ele.