Por Hugo Studart

Sobre a Lya Luft, eis algumas verdades inconvenientes:

1) Bolsonaro é sobretudo uma criação da Inteligência do PT, grupo chefiado pelo comissário Valter Pomar, sob o comando de José Dirceu. Quando a Lava Jato começou a desmascarar a cleptocracia instaurada, precisavam agregar a militância em torno de inimigos imaginários, técnica esta muito bem usada por Goebbels e detalhada por Inteligência do PT em “Origens do Totalitarismo”. Então criaram um Grande Satã, Jair Bolsonaro, para distrair a mortadelada.

2) No segundo semestre de 2017, quando ficou patente que Bolsonaro tinha carisma e fôlego eleitoral, mesmo sem dinheiro, nem estrutura partidária, a Inteligência do PT, com muita competência, tratou de derreter Alckmin e turbinar Bolsonaro, o único adversário que um petista seria capaz de derrotar, acreditavam eles. Então satanizaram artificialmente o capitão, com robôs instalados no exterior e algumas fake news.

3) É obvio que Bolsonaro teve extrema competência para surfar na onda do antipetismo e Alckmin, por sua vez, foi de uma idiotice comovente ao se posicionar ao lado de Haddad. Seus eleitores sempre foram antipetistas. Foi nesse momento que o centro-moderado, os tais coxinhas, votaram no único candidato antipetista que sobrou. Lya Luft está entre os que não tiveram opção.

4) Neste momento, o PT e todas as esquerdas estão abertamente contra o impeachment de Bolsonaro. Quando uma fraude política como o Freixo dá chiliques contra o “fascista”, está apenas fazendo onda pra plateia. Na hora do vamos ver, eles vão sabotar o processo de impeachment. Aliás, Lula já externou isso. Vão fazer todo o possível para que Bolsonaro fique até o fim do mandato. Pois acreditam que só assim vão conseguir voltar ao poder. Só não sabemos ainda com quem, pois aquele que foi chamado de Poste do Presidiário não ganha de ninguém.

5) Objetivamente, quem está querendo o impeachment de Bolsonaro são os eleitores do centro-moderado, ora centro-esquerda, ora centro-direita, “o pêndulo do sistema”, segundo a definição do mestre Jaguaribe, os tais “coxinhas”. Lya Luft me parece uma representante. Votaram contra o PT (não em Bolsonaro); apostaram mais de um ano em Bolsonaro; mas agora estão desejando instalar Mourão.

6) O problema de Mourão assumir é que, ao que tudo indica, tende a pacificar o país apenas governando no estilo arroz-com-feijão; tem tudo para ser reeleito. Por isso o impeachment não interessa nem à direita-bolsonarista, nem àquela organização criminosa chamada de Centrão, e muito menos à esquerda. Ou seja, os parlamentares, em sua esmagadora maioria, querem que Bolsonaro permaneça até o fim, contudo, com um mínimo de poderes, o mais fraco possível.

Em síntese, tirar Bolsonaro é uma demanda exclusiva dos eleitores que representam o “pêndulo do sistema”. Como Lya Luft.