Globalismo e as teorias da conspiração

Globalismo e as teorias da conspiração

Por Hugo Studart

Recentemente me perguntaram o que penso do globalismo. Conheço bem globalização, mas pedi para que me explicasse o que seria globalismo. Trata-se de uma articulação da esquerda para tomar a pauta política e cultural com feminismo, gênero e meio ambiente, irradiada a partir do Grupo de Bilderberg. Lembrei-me então que já acreditei muito em teorias da conspiração. Quando entrei na universidade, aos 17 anos, fui apresentado ao livro “O despertar dos mágicos”, sobre sociedades secretas e outros trelelês. Logo passaria a devorar livros e revistas sobre o Grupo de Bilderberg, a Trilateral, Esqueletos e Ossos, Maçonaria, Templários, Illuminatis, máfias e conspirações católicas. Em paralelo, virei ufólogo. São tantas as teorias… Então me formei, tive que trabalhar de forma cartesiana, voltei a Academia… E agora descubro que perdi, na minha juventude, a mais eletrizante das conspirações: o globalismo. Pois a teoria virou até objeto de seminário oficial do Itamaraty.