Não há bem ou mal. Todos os frutos do jardim são apenas frutos, maduros ou não-maduros. Os acontecimentos da vida, precisamos parar de classificar dentro da dualidade do Bem e do Mal. Algumas coisas são amargas; outras, são fora do tempo, são não-maduras. Mas não há o Mal específico.

Quando há sabedoria, passamos a perceber que tudo que entra em nossa vida, tudo o que bate em nossa porta, é o que precisamos receber. Não devemos rejeitar de imediato, nem aceitar sem questionamentos. Apenas receber e, às vezes resignificar.

Todo encontro não é à toa; todo encontro tem um motivo maior para nossa cura interior ou evolução. E esse motivo, somos nós que criamos. O fundamental é compreender que nada chega à nossa vida que não sejamos o receptor adequado.

E se conseguirmos transformar o sofrimento entendendo que existe a dor, perguntando por que aquilo esteve em nossa vida? Por que aquela relação esteve em nossa vida, por que se tornou daquela forma, o que queria nos ensinar? Perguntando e, dessa forma, inocentando o outro.

Porque não existe o outro, mas só existe nós e a Luz Infinita. O outro é apenas a Luz Infinita disfarçada de uma outra pessoa. Porque no fundo somos um só recipiente que foi quebrado em mil pedaços. E nós temos a ilusão de que somos pedacinhos separados.

Tente resignificar o que está te causando dor. Entenda que foi você que atraiu. E sendo assim, isso é extremamente libertador, pois o Mal não está no outro, mas veio em sua vida para que você aprenda alguma coisa. Procura enxergar com outros olhos, compreenda o que você precisa ser curado.

Trabalhe para reverenciar esse encontro, mesmo com final doloroso. Porque quando você conseguir perceber o que esse encontro te trouxe de cura, o que te trouxe de evolução, você vai conseguir ser grato a esse encontro mesmo que tenha sido doloroso.

Entenda que a vida é feita de doce e de amargo, pois se fosse feito somente de doce, não daríamos valor ao doce. A vida é feita de claro e escuro, noite e dia.

Perdoa o outro e, acima de tudo perdoa você. Pois somos nós que trazemos absolutamente tudo para nossa vida. Então se trouxemos algo que nos machucou, precisamos primeiramente nos perdoar, perdoar esse pedacinho de nós que está doente e atrai algo doloroso.

Se houve um encontro doloroso, o objetivo é um dia conseguir reverenciar não apenas pela luz do encontro, mas resignificar o próprio encontro. E consiga um dia ser grato por ele em sua totalidade, pela luz e pela dores.

E um dia falar: eu tenho profunda referência por esse encontro e por essa pessoa. E ai quando conseguir chegar nesse dia, me conta.

(Transcrição da sabia mensagem em áudio que recebi da amada prima Gladis G’nata Studart, grande sacerdotisa da cabala ancestral. Tomo a ousadia de compartilhar com todos aqueles que precisam dessas palavras)