A Reforma Administrativa segue em passos muito pequenos para a atual situação do País

Guedes saiu derrotado no projeto de Reforma Administrativa antes mesmo de começar a lutar. Ele queria uma reforma profunda, com direito à demissão de servidor concursado, por exemplo (sou a favor). Também queria acabar com 90% ou mais dos cargos de confiança, os tais DAS, e colocar apenas concursados na direção do governo. Isso assustou até Bolsonaro, afinal, os cargos são moeda de troca primária do modelo político de co-participação do Congresso, o toma lá dá cá, o é dando que se recebe, chamado pelo nome pomposo de presidencialismo de coalizão. Bolsonaro teve até coragem de instalar generais da ativa na Casa Civil e na coordenação política (nem os generais-presidentes da ditadura ousaram tanto), mas não de se engessar previamente e por completo para as negociações políticas. Havia muitas outras “maldades” (para os servidores), ou “bondades” (para o contribuinte e a Economia) no pacote de Guedes. Ao fim e ao cabo, a Reforma Administrativa enviada ao Congresso ficou chinfrim, não vai dar nem para fazer cócegas na elefantíase do Estado. Uma pena.