Em profunda tristeza com a notícia da partida de Cláudia Chagas Miranda. Infarto. Ela foi meu primeiro amor, aos 16 anos, assim que cheguei ao Rio. Por mais de 40 anos estivemos a nos ver, sempre. Amizade profunda e sincera, amor raro, por vezes fraternal. As afinidades eram grandes, a conversa jamais parava. Em nosso último encontro, ela relatou feliz a construção de um novo caminho profissional. Eu a convidei para passar uns dias comigo em Brasilia; ela respondeu, sempre meiga e suave, que estava gorda, que antes precisava emagrecer. Penso agora que talvez nunca tenha deixado de amá-la em paralelo aos grandes amores e paixões que a Vida me trouxe e levou. Deixa uma filha muito jovem. E eu aqui, chorando, lembrando que nunca tive coragem de lhe dizer que foi meu primeiro amor e que a amei desde sempre.