Um dos jornalistas mais conhecidos de Brasília, já tendo atuado no O Globo, Gazeta Mercantil, Jornal de Brasília, Ministério do Planejamento, entre outros,  Sérgio Garschagen  publicou breve crítica sobre “Borboletas e Lobisomens” no Facebook.  Garschagen, que além de jornalista, é  formado em Letras e Mestre em Ciências Políticas, fala sobre a emoção causada pela leitura da obra, sobretudo o trecho que descreve a execução de Arivaldo Valadão. Confira a íntegra:

Devoro, não literalmente mas literalmente o livro do jornalista, historiador, professor e amigo Hugo Studart, “Borboletas e Lobisomens” Trata-se de uma obra que desvenda documentalmente as verdades escondidas ou enterradas sobre a guerrilha do Araguaia, um episódio do PC do B destinado a tomar o poder pela força.

Livro rico, nascido de uma tese de doutorado na UnB e, por essa razão, repleto de informações históricas sobre o movimento comunista no Brasil e no mundo e por essa razão intelectualmente rico. O PC do B não gostou nada de algumas revelações do livro, principalmente sobre alguns sobreviventes que fizeram delação premiada, mudaram de nome mas mesmo assim são considerados mortos pelo partido, que aciona o autor na Justiça.
O primeiro capítulo é a história de um guerrilheiro codinome Ari, como era chamado pelos guerrilheiros o nosso colega e amigo de ginásio em Cachoeiro de Itapemirim, Arivaldo Valadão, irmão do também amigo e ex-prefeiro Roberto Valadão. O modo como aquele velho colega cordial, que se amarrava em cinema  e esporte foi executado na guerrilha, confesso, me deixou com um nó na glote, tamanha a emoção que me assaltou.

Segundo o editor Carlos Leal, o livro “revela segredos que tanto os militares quando os comunistas vêm tentando manter ocultos”.