Tenho uma boa notícia a compartilhar: fui aceito como o mais novo membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, IHGDF, instituição fundada por Juscelino em pessoa. A posse será dia 17 de maio. Desde já, estão todos convidados. Era um velho desejo, jamais expressado, mas agora acalentado meio por acaso. Registro a história.

1) Meu avô, o historiador (e médico) Carlos Studart Filho, era membro do IHG-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Também foi presidente do Instituto do Ceará, cargo que exerceu por décadas, até sua morte, liderando alguns dos mais renomados intelectuais de sua terra, como o acadêmico Raimundo Girão. Chegou, inclusive, a ser eleito presidente vitalício e plenipotenciário da instituição, soberano representante dos zeuses do pensamento — façanha que sempre me provocou mais ironia do que admiração.

2) O fato é que cresci com o imaginário de que o Instituto Histórico e Geográfico era algo relevante. Não sabia exatamente em quê, mas decerto era. Tanto que meu avô…

3) Quando comecei minha transição para historiador, participei de um evento, como um dos palestrantes, no IHG-Brasileiro. Encantei-me com o local. E só! Os anos se passaram e…

4) Meses atrás, fui à posse de um amigo como membro do IHG-DF. Fiquei impressionado com o local. Especialmente ao descobrir que havia sido fundado por JK. Foi a primeira vez que confessei a mim mesmo: “Quero vir para cá”. 

5) Encontrei na posse do Carlos a professora Albene Miriam, que havia sido a coordenadora do Instituto de Pós Graduação em História da UnB quando lá fiz meu doutorado. Disse a ela: “Quero vir para cá”. Ato contínuo, também encontrei, sentadinho em uma cadeira, o filólogo Tarcízio Dinoá Medeiros, velho amigo, atual presidente da Academia de Letras de Brasília. Disse a ele: “Quero vir para cá”.

6) Um dia recebo um e-mail do Tarcízio com um formulário e as instruções para que apresentasse minha candidatura. Havia vaga aberta. Ora, candidatei-me. Passou-se um tempo e…

7)… Recebo um e-mail da presidente do Instituto, a professora Vera Ramos, informando que meu nome havia sido aprovado pelos acadêmicos, “por unanimidade”, e que a posse será dia 17 de maio. Acabo de responder ao e-mail solicitando um encontro pessoal para agradecer e me instruir.

Ainda não sei como foi que tudo isso aconteceu. Sei apenas que o Tarcízio foi meu padrinho, que deve opinião decisiva da professora Albene e que recebi apoio do amigo Carlos.

Sei também que estou muito contente com a notícia. Encontro vocês dia 17 de maio.